Arquivo de 01/02/10 - 01/03/10

★ O mundo digital vai conseguir se popularizar no Brasil?

O avanço da internet acabou por criar um verdadeiro mundo digital, porém os brasileiros ainda estão à margem desta nova sociedade. Isso vai ser assim para sempre?

A internet começou sua popularização nos anos de 1990 e rapidamente se espalhou pelos quatro cantos do mundo como a mais revolucionária das ferramentas de comunicação. Os fatos que se seguiram com a rede mundial de computadores depois de sua gênese somente comprovam essa tese, porém, aqui no Brasil muita coisa ainda não acontece.
Atualmente podemos realizar inúmeros serviços via internet: pagamentos, compras, transações bancárias, compartilhamento de arquivos, dados e informações, cursar faculdade, participar de reuniões, etc. Além disso, não é nada difícil encontrar diversão e entretenimento neste mundo paralelo existente dentro dos computadores.
Contudo, existe uma série de sites e serviços – para entretenimento principalmente – que ainda não estão disponíveis ou têm conteúdo bastante restrito para as terras tupiniquins, o que acaba excluindo milhões de brasileiros deste admirável mundo novo.

Entretenimento sem limites... Menos para o Brasil!

e você é um daqueles internautas que adora fuçar o mundo virtual atrás de novidades para seu entretenimento e diversão, já deve ter esbarrado em vários sites com conteúdo dos melhores canais de televisão do mundo disponíveis na internet de modo legal e gratuito (ou então com planos de assinatura), mas na hora de acessar... “Desculpe, mas o seu IP é do Brasil”.
Sim! Um mundo de entretenimento a um clique de distância, mas não para você que está no Brasil. Para ilustrar esta realidade temos quatro bons exemplos: Hulu, Spotify, Pandora Internet Radio e o FreeAllMusic.com

Hulu

Hulu é um site que oferece via streaming conteúdo no formato Flash Video (igual ao YouTube) de grandes redes de televisão do mundo. Este serviço é o resultado de um esforço em conjunto entre NBC Universal, Fox Entertainment Group e ABC Inc., três grandes produtores de conteúdo, cujas produções são famosas no mundo todo.

São vários canais para a exibição de filmes, desenhos, seriados e eventos musicais e esportivos que podem ser acessados e acompanhados em qualquer lugar, em qualquer momento (tal qual o slogan do site “Anywhere, anytime”), mas o serviço só está disponível para os Estados Unidos e ao tentar assistir algo você recebe essa informação.

Pandora Internet Radio

Outro bom exemplo é a Pandora Internet Radio, uma rádio online gratuita em que você pode criar estações somente com artistas similares, selecionados aleatoriamente pelo próprio site. Áudio de boa qualidade, suporte para uso em celulares e gratuito, porém, disponível somente para os Estados Unidos.

Spotify

O Spotify é um serviço legal de transmissão de músicas, ou seja, você pode ouvi-las sem se preocupar por infringir leis de direitos autorais de onde quer que seja. Funcionando nos moldes do Hulu, você pode usar o Spotify onde estiver, a qualquer momento, basta acessar sua conta para ter “um mundo de música” ao seu dispor.


Este serviço é gratuito, mas também possui um plano pago em que o usuário encontra algumas vantagens como ausência de propagandas, possibilidade de ouvir suas listas de reprodução enquanto estiver offline, acessar o Spotify por meio de celulares e melhor qualidade de áudio. Independente de pagar ou não, se você não está na Suécia, Noruega, Finlândia, Inglaterra, França ou Espanha, não poderá usufruir de seus benefícios.

FreeAllMusic.com

E que tal se ao invés de pagar alguns dólares por uma música comprada você tivesse apenas que assistir a um pequeno comercial de 20 a 30 segundos? Pois é essa a ideia do FreaAllMusic.com, um site que disponibiliza músicas para download e compartilhamento irrestrito, sendo que o “pagamento” é acompanhar o comercial. Mais uma vez uma bela proposta que beneficia tanto o público quanto o artista deixa o Brasil de lado: o serviço é disponível apenas para os EUA.

Dois para lá, um para cá

Tudo bem, temos que reconhecer que não estamos completamente ilhados do entretenimento mundial, afinal muita coisa também está disponível aqui para o Brasil (leia mais sobre isso logo abaixo). Contudo, algumas coisas bastante interessantes estão disponíveis apenas parcialmente, como os serviços online Xbox Live (do console Xbox 360 da Microsoft) e a PlayStation Network (do PS3 da Sony).

Em ambos os serviços existe uma enorme limitação de conteúdo para contas brasileiras. Muita coisa como jogos completos pagos ou demos gratuitos para baixar, facilmente encontrados em contas europeias, japonesas e/ou estadunidenses, simplesmente não existem se sua conta possui um endereço do Brasil. A Apple Store, loja virtual da Apple, possui um catálogo imenso de aplicativos para iPhone e iPod Touch. Pense como é divertido: uma loja virtual em que você pode acessar do computador ou do dispositivo móvel, “folhear” um catálogo e comprar os jogos e aplicativos que julgar interessante. Se você está no Brasil, porém, a variedade deste catálogo é bastante reduzida.

Nem tudo são espinhos

Apesar de todas as dificuldades apresentadas anteriormente, aqui no Brasil nós também temos belas iniciativas que envolvem este mundo digital. Bons exemplos acabam sendo poucos, porém, muito interessantes.

NetMovies Live

Um caso é o NetMovies, locadora virtual de filmes em que você pode locar DVDs/Blu-ray sem sair de casa. No site você encontra a NetMovies Live, uma seção que permite a exibição de filmes online, em qualquer computador e gratuitamente.

Você precisa apenas selecionar o título que deseja ver, sem download nem instalação, tal qual você faz no YouTube e em outros sites de transmissão de vídeos. Logicamente, o vídeo é carregado e a velocidade em que se dá este processo depende de sua conexão.

Saraiva Digital

Outro excelente exemplo é a Saraiva Digital, um local online da editora e livraria Saraiva onde é possível locar e comprar filmes. Diferentemente das lojas convencionais, aqui você não precisa esperar o disco com o filme chegar à sua casa: após realizar a compra, basta fazer o download do arquivo e assistir a ele. Se não quiser comprar, a Saraiva disponibiliza títulos também para locação, ou seja, você paga um determinado valor e pode assistir ao filme quando quiser em um determinado período de tempo. Para usufruir deste serviço é preciso fazer o download do aplicativo Saraiva Digital (clique no link) e então você poderá adquirir e visualizar filmes e séries sem sair da frente do PC.

Terra TV

Mais um exemplo presente no Brasil que vale a pena ser citado é a Terra TV. Uma televisão online disponibilizada pelo portal Terra com vasto conteúdo. Este é um serviço que disponibiliza centenas de vídeos para qualquer usuário, desde filmes completos e seriados como Lost até entrevistas coletivas de jogadores de futebol e programas do Biography Channel. Todo esse conteúdo é disponibilizado gratuitamente.

Estes três serviços mostram que o Brasil se encontra sim na rota de grandes produtoras e daqueles que veem na internet um espaço amplo e produtivo para a divulgação de conteúdo para entretenimento gratuito ou não.

Steam

Apesar de não ser brasileiro, o serviço Steam está disponível para cá. Esta ótima iniciativa da produtora de jogos eletrônicos Valve pretende combater a pirataria por meio da distribuição digital. O serviço é bastante simples: você baixa o programa, faz seu cadastro e então pode realizar a compra de jogos pela internet, utilizando seu cartão de crédito internacional.
Feita a compra, você pode fazer o download do jogo em qualquer computador bastando para isso fazer o login em sua conta. O serviço é um sucesso completo e possui em seu catálogo de jogos mais de dois mil títulos, dentre eles grandes jogos como Half-Life.

Apesar de todos os jogos estarem cotados em dólar, você encontra diversos deles com preços inferiores a US$ 10, valor que, convertido, não chega a R$ 20. Além disso, existem ali centenas de versões de demonstração que podem ser baixadas gratuitamente por qualquer usuário, em qualquer lugar.

Awomo

Outro serviço nos moldes do Steam e que trabalha com a distribuição digital de conteúdo é o Awomo. Aqui também você se cadastra no site e então realiza a compra e o download dos jogos que desejar, no computador que preferir. A proliferação deste tipo de serviço mostra como a distribuição digital pode ser uma saída para o combate à pirataria de jogos e softwares.

Pirataria

Alguns apontam a pirataria como um dos grandes inimigos da expansão do mundo digital no Brasil, pois ela seria um ponto desencorajador de grandes empresas de entretenimento para se aventurarem no mercado tupiniquim. Segundo dados do Estudo Global de Pirataria de Software de 2005, levado a cabo pela estadunidense Business Software Alliance (BSA), a cada dez softwares vendidos em nosso país, seis eram cópias piratas. Se analisarmos o volume de jogos, músicas e filmes piratas comercializados no Brasil, este número deve ser ainda maior e isso poderia afastar da realidade brasileira as benesses deste mundo digital. Por outro lado, todos sabem que a pirataria não é algo tipicamente brasileiro e que em países desenvolvidos a prática também é bastante comum. Na Suécia, terra natal do The Pirate Bay (TPB) – que se autointitula o “maior tracker BitTorrent do mundo” – e já sofreu bastante com a justiça daquele país pelo fomento à pirataria, surgiu o Partido Pirata. Este partido pretende, dentre outras coisas, colocar em voga discussões sobre revisão de leis de direitos autorais a fim de compartilhamento de informações e conhecimento e já ganhou adeptos e versões nacionais em diversas outras partes do mundo.

A lei se levanta contra a pirataria

O Código Penal brasileiro em seu artigo 184 aponta como crime a violação de direitos autorais e demais direitos conexos, prevendo pena de três meses a um ano de detenção ou multa. Em 2003 foi aprovada a lei 10.695/03, uma “nova lei antipirataria” que pretende aumentar o rigor sobre a comercialização de produtos ilegais, deixando de lado aquilo que é feito sem fins lucrativos, como baixar música em seu computador doméstico. a França – país em que, segundo estudos, são baixados cerca de 10 milhões de filmes ilegalmente por mês – uma lei antipirataria está em debate desde abril de 2009. Ela pretende tornar o país um dos mais rigorosos no combate à distribuição ilegal de conteúdo via internet e uma das sanções previstas inicialmente no projeto de lei era a desconexão da internet do usuário que baixar pirataria. Na mesma Suécia do Partido Pirata e do TPB surgiu uma lei para combater a pirataria. Com base na legislação nacional, um produtor/desenvolvedor/artista, enfim, o responsável pelos direitos autorais de determinado produto, pode ir aos tribunais e solicitar à Justiça que “desvende” a identidade ligada ao IP do computador que baixou o conteúdo ilegalmente. Em menos de 48h após a entrada em vigor da lei em 1º de abril de 2009, o tráfego de dados na internet sueca caiu de quase 140 gbps em 31 de março para pouco menos de 80 gbps. Além disso, dois indivíduos foram presos acusados de compartilhar ilegalmente arquivos protegidos por direitos autorais, o que mostra que o cerco contra a pirataria está aumentando no país escandinavo.

Distribuição digital gratuita: uma saída

Apesar de muitos verem na distribuição digital gratuita de conteúdo um fim, outros veem ali um recomeço. Alguns casos mostram como a descriminalização do download de música pode surtir efeito. Para exemplificar citaremos dois deles: o movimento Música para Baixar e o portal brasileiro Trama Virtual.

Trama Virtual

O portal Trama Virtual, pertencente à gravadora brasileira Trama, funciona como um espaço de troca entre artistas e seus fãs, além de palco para centenas de bandas independentes que divulgam seu trabalho na internet. Esta é uma plataforma em que artistas como Ed Motta, O Teatro Mágico e Móveis Coloniais de Acaju, têm todo seu trabalho disponibilizado gratuitamente para download.

Trama Virtual

Outro projeto da Trama, envolvendo apenas artistas que possuem contrato com a gravadora, é o Álbum Virtual. Aqui se encontram álbuns completos para download, juntamente com encarte, informações especiais e vídeos, tudo gratuitamente. Mais uma vez é o serviço de distribuição digital colaborando na divulgação do trabalho de artistas brasileiros.

Movimento Música para Baixar

Surgido a partir do sentido democrático que a internet dá à comunicação, o Movimento Música Para Baixar (MPB) é uma coleção de esforços de vários artistas brasileiros que pretendem descriminalizar o download de música por meio da ideia de que “quem baixa música não é pirata, é divulgador! Semeia gratuitamente projetos musicais” (trecho retirado do manifesto do Movimento).

Movimento Música para Baixar

O MPB é composto por artistas, produtores, ativistas da internet e usuários e pretende promover debates e ações entre estes públicos diversos a fim de conscientizar a todos sobre a importância do compartilhamento da música. Encabeçam o MPB artistas como Leoni, o rapper GOG e a trupe d’O Teatro Mágico, juntamente com Marcelo Branco, membro da Associação SoftwareLivre.org e vários outros “artivistas”.

O outro lado da moeda

Ainda tratando da distribuição de conteúdo, recentemente Fred 04, vocalista da banda pernambucana Mundo Livre S/A e um dos precursores do Movimento Mangue Beat ao lado de Chico Science & Nação Zumbi, deu declarações que causaram um certo mal-estar em quem apoia o download gratuito de música na internet. Dentre outras coisas, o músico afirmou que melhor do que “música para baixar” seria um movimento “música para pagar e baixar”. Segundo o artista pernambucano, chegamos a um estágio em que “é quase proibido questionar a internet”. Além disso, ainda de acordo com Fred 04, a exclusão das gravadoras no processo de produção poderia trazer prejuízos como a diminuição da agenda de shows dos artistas.

Conclusões...?

Se por um lado o cenário é bastante limitado, por outro vemos que há uma forte movimentação capaz de modificar os rumos da distribuição de conteúdo de entretenimento no Brasil, seja no campo da música, do cinema ou dos jogos. Independente de como, uma coisa é fato: a distribuição digital é um caminho que leva para o futuro. A internet revolucionou a comunicação e o compartilhamento de conteúdo eletrônico e isso não tem mais volta. O que precisamos é de uma readequação que beneficie tanto o artista/produtor quanto o consumidor final.

★ Sistemas operacionais móveis: qual a diferença?

Conheça melhor os sistemas operacionais que ajudam a fazer maravilhas em smartphones, netbooks, tablets e muito mais.

Praticamente tudo o que antes era possível apenas pelos computadores de mesa agora pode ser feito em qualquer lugar, a qualquer hora do dia, direto da palma da sua mão. Junto à evolução, chegaram as empresas querendo “ganhar o seu” na guerra da mobilidade.
Nokia, Google, Apple, Microsoft, Samsung, Intel e companhia possuem sistemas operacionais próprios. Isso é legal, pois estimula a concorrência, porém a quantidade de opções e modelos que invadem as tabelas de configurações certamente dão um nó na cabeça de muita gente.

Mac OSX – iPhones

O que faz com que o iPhone, o iPod Touch e o iPad rodem com tamanha maestria é uma versão modificada do sistema operacional Mac OSX, que recebe o nome de iPhone OS. Seu foco é oferecer suporte para as tecnologias de reconhecimento de toques múltiplos, de inclinação (graças à inclusão do acelerômetro interno) e de multimídia, para a reprodução de vídeos, imagens e músicas.

A interface é simplificada, composta por ícones espalhados na área principal e outros fixos na parte de baixo da tela, chamada de “Dock”, para ligação, mensagens, email e outros de sua preferência. Para trocar de “telas”, basta arrastar o dedo de um lado para o outro, ao passo que para abrir o aplicativo é necessário apenas um toque sobre seu ícone.
No dia 3 de fevereiro a Apple lançou a versão 3.1.1 do sistema operacional que contém três melhorias pouco significativas. Espera-se que em breve a versão 3.2 chegue e seja compatível com o iPhone, pois parece que será exclusiva ao iPad. Apesar da interface impecável, há quem torça o nariz para as limitações impostas pela fabricante

Veja o video do S.O. da Apple:
http://www.youtube.com/watch?v=0lfmlKYZ-vU&feature=player_embedded

Você só pode baixar os aplicativos disponíveis na AppleStore – a menos que recorra à liberação do aparelho para aplicativos não oficiais, mas perca a garantia –, o que possui pontos bons e ruins. O lado positivo é que você sabe que tudo o que você baixar vai funcionar. Vírus ou outras ameaças com certeza não chegarão ao seu aparelho.O lado ruim é a dependência da loja oficial e as restrições de compra de alguns aplicativos. Nem sempre é possível comprar o que você deseja na loja norte-americana, por exemplo. Também não há suporte para conectividade com dispositivos de terceiros, limitando o acesso a componentes Bluetooth .

Symbian

Fruto da parceria entre Ericsson, Nokia, Motorola e PSION, o sistema operacional é amplamente utilizado pela Nokia e se faz presente também em outras marcas, tendo como objetivos primários manter integridade e segurança dos dados, evitar desperdício de tempo do usuário e trabalhar com recursos escassos.
Esse desenvolvimento em conjunto resultou na formação da fundação Symbian, no ano de 1998, visando aproveitar ao máximo a convergência entre dispositivos portáteis do tipo PDA e de telefones celulares. Uma década depois, a Nokia anunciou a compra de todas as ações, prometendo o desenvolvimento de programas sem custos e acelerar a inovação no mercado.
Hoje existem dezenas de variações do Symbian, o que prejudica a integração entre sistemas operacionais e aplicativos, pois nem sempre o que funciona em uma versão funciona na outra.
Atualmente as versões S60 (1°, 2° e 3° edição), UIQ (v 1.0,v2 e v3) , MOAP (v1, v2, v3, v4, v5 e v6) e ^1 estão disponíveis em vários modelos de aparelhos (vide tabela). Entretanto, em fevereiro de 2010 a primeira versão de código livre do SO foi lançada com o nome Symbian ^2Clique sobre a imagem para melhor visualizá-la

Porém, já no dia 15 de fevereiro a versão Symbian ^3, totalmente open source, foi liberada. Ainda não há nenhum aparelho à venda com esses dois últimos SOs, mas você pode conhecer um pouco mais da versão ^3 assistindo ao vídeo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=rdGyZYrix9g&feature=player_embedded#at=14

A versão ^4 tem previsão de lançamento para o final de 2010 e, de acordo com o site Symbian Foundation, ela terá suporte para display holográfico, protetor de dados pessoais, GPS e localizador do telefone, para usar nos casos de perda ou roubo do aparelho.

Um mar de versões


Quando se fala em versões, você já percebeu que o Symbian é campeão (isso sem falar do Symbian OS 6.0 até a 9.5). Para que você entenda um pouco melhor essa “salada” vou resumir um pouco as coisas.

As versões mais modernas e que podem ser encontradas em celulares mais populares são a S60 3rd Edition FP 1,2 ou 3 (N95 e N85, por exemplo), a MOAP – predominante em modelos encontrados no mercado asiático – e a Symbian ^1 (N97 e N71, por exemplo). As demais já saíram de linha e estão presentes apenas em celulares lançados há mais de quatro anos. A tendência é que as versões S60 aos poucos saiam de linha e o Symbian ^2 e ^3 dominem os novos aparelhos.



Symbian ^1

A versão ^1 também é conhecida como S60 5° Edição e possui um arsenal de recursos, multitarefa, suporte para GPS, captura de áudio e vídeo e muito mais. Em outras palavras, representa os smartphones atuais

Symbian ^2

De acordo com a Symbian Foundation, a versão ^2 oferece os mesmos elementos da ^1, mas traz algumas novidades. Entretanto, com poucos atrativos para impressionar, a Nokia decidiu lançar a versão ^3 e aprimorá-la ao invés de perder tempo para ir se preparando para o lançamento da ^4.

Symbian ^3

A versão ^3 já conta com execução de áudio e vídeo em alta definição, suporte HDMI, reprodução de gráficos avançados, compartilhamento de imagens direto com sites de hospedagem e muito mais.

Windows Mobile.

Adotado por cada vez mais fabricantes, o Windows Mobile aparece como uma alternativa sólida para aqueles que desejam investir em celulares com foco mais corporativo. Esse é o perfil do Windows Mobile, aparelhos com foco em gerenciamento de emails, edição de arquivos e, na maioria dos aparelhos, pacote completo de conexões.

Isso porque ele acompanha todo o pacote de ferramentas do Microsoft Office, permitindo a edição de documentos já a partir da primeira utilização, sem necessitar de instalações adicionais e outras complicações. Outros programas que o acompanham por padrão são o Live Messenger (MSN), utilizado por milhares de pessoas ao redor do mundo, o Windows Media Player, o Outlook e o navegador Internet Explorer.


A versão mais atual do sistema operacional é a 6.5, no entanto, durante a Mobile World Congress Steve Ballmer anunciou o Windows Phone 7. Com visual mais “descolado” a nova versão do Windows para celulares e dispositivos móveis pretende colocar novamente a Microsoft na briga com iPhone, Symbian e BlackBerry.
O lançamento do Windows Phone 7 está previsto apenas para o fim de 2010. A vantagem desse SO – se você é usuário Windows – é a semelhança com a versão para desktop e a incrível facilidade de comunicação entre celular e computador.

Além disso, com um lobby poderoso a Microsoft conseguiu o comprometimento de grandes fabricantes para lançarem produtos baseados em Windows Mobile. Acordos com a Dell, HTC, Samsung, LG, Sony Ericsson e Toshiba, por exemplo, são a certeza de ótimos celulares para rodar a próxima versão do sistema.

veja o video do sistema Windows Phone 7:
http://www.youtube.com/watch?v=7IOTrqlz4jo&feature=player_embedded

Os pontos negativos das versões atuais são a interface “truncada” e a dependência da stylus. Com menus pequenos e um gerenciador de aplicativos atrapalhado, pelo menos até o momento o Windows Mobile tem público bem específico. Espera-se que com o lançamento do Windows Phone 7 a Microsoft ganhe mais participação no mercado.

Android

O SO da gigante Google (que conta com um consórcio de mais de 34 empresas para bancá-lo) é também o que mais causa alarde na indústria de sistemas para portáteis e celulares, justamente por ter um apoio tão forte e pela sua natureza, de programação aberta, acessível a todos os interessados. Baseado em Linux, ele traz consigo suporte para todo tipo de conexão sem fio (3G, EDGE, Wi-Fi e Bluetooth), para multimídia — inclusive vídeos de alta definição — e é extremamente versátil, facilmente adaptado a PDAs ou aos tradicionais telefones em barra, com suas telas menores.

Há menos de um ano no mercado, o Android é a bola da vez no mercado de celulares. Várias empresas anunciaram recentemente a utilização do sistema operacional para equipar seus aparelhos. A Motorola, Acer, HTC, Sony Ericsson e HP, além do próprio Google, são alguns exemplos de empresas que adoram o SO.

A sua grande capacidade de modificação, adaptação e o seu custo baixíssimo o tornam uma excelente escolha de sistema para aparelhos um pouco mais robustos, levando a antiga batalha contra o Windows a novos territórios.

veja o video do sistema:
http://www.youtube.com/watch?v=Z7I_-pfQyoo&feature=player_embedded

Você encontra-o em aparelhos como Motorola ROKR E8 e RAZR 2 V8, Samsung, Nokia N810, HTC Hero e Nexus One. De acordo com a Google, a versão 1.6 representa 47.6% do total de aparelhos com o sistema operacional. A mais recente, a 2.1, já detém 20,4%.

BlackBerry - RIM

Comunicação empresarial geralmente é a primeira ideia que surge quando ouvimos esse nome. O sistema, apesar de extremamente popular em países como os Estados Unidos, não é profundamente difundido pelo Brasil, talvez pelo seu próprio foco e pela falta de aparelhos no mercado, uma vez que ele só é utilizado para esta marca.
Falando em aparelhos, a maioria deles adota um padrão especial de teclado, contando com todas as letras do alfabeto e uma nova ordem que facilita a digitação nos portáteis. Suas funções são especificamente voltadas para a troca de mensagens de texto, navegação na internet e troca de emails (sendo implementada a tecnologia Push, para que as novas mensagens sejam baixadas automaticamente para o aparelho).
Com relação ao seu funcionamento, ele foi todo montado tendo o uso de vários recursos simultaneamente (multi-tasking) como foco, além de fazer uso extenso de dispositivos especiais dos aparelhos, tais como Tracking balls e Scroll Wheels (dispositivos para rolagens de páginas e textos, similares aos encontrados em mouses e teclados de notebooks). Apenas programas certificados podem ser rodados.

veja o video do sistema:
http://www.youtube.com/watch?v=9-2dfGoDjpc&feature=player_embedded

Palm webOS

O sistema operacional da Palm não tem muitos adeptos no Brasil atualmente – se o compararmos com os SOs acima. A empresa possui sua marca muito enraizada no mercado corporativo, pois PDAs ainda fazem a cabeça de vendedores e executivos em geral.
Porém, o webOS não se popularizou muito no país. O primeiro aparelho a trazer o sistema operacional foi o Palm Pre, com teclado QWERTY físico e tela touchscreen tem uma tímida participação no mercado.
O webOS, assim como vários outros SO, é baseado em Linux, porém conserva pouquíssimos traços da distribuição. O Palm Pre foi o responsável por trazer os holofotes para o webOS, mas nem toda a agitação em torno do novo telefone conseguiu mantê-lo no topo.
Assim como o iPhone e Android, o webOS também possui uma loja de aplicativos. Mas com poucas opções, fica claro que não é um bom negócio investir nesse sistema se você adora novidades.

Bada

Depois de vender mais de 40 milhões de aparelhos touchscreen em 2009, a Samsung percebeu que estava perdendo dinheiro, pois todos eles possuíam sistemas operacionais de outras empresas. Para acabar com esse problema, em novembro de 2009 o SO Bada foi lançado.

Assim como o Symbian, webOS e o Android, ele também é Opensource e foi desenvolvido exclusivamente para aparelhos Samsung. A intenção da empresa com seu sistema operacional é levar os smartphones para as massas e facilitar a vida dos usuários.

veja no video:
http://www.youtube.com/watch?v=QpVEzzJ16gs&feature=player_embedded

O primeiro celular com o usar o Bada foi o Samsung Wave. Um modelo com tela Super AMOLED, processador de 1 GHz e interface TouchWiz 3.0. O foco da Samsung com o Bada é justamente fortalecer essa interface. Por ser um SO recente, poucas novidades ou informações estão disponíveis, portanto vale ficar ligado nos novos aparelhos que chegarão ao mercado para o conhecer melhor.

MeeGo

Mais uma novidade no mundo dos sistemas operacionais móveis é o MeeGo. Uma parceria entre Nokia e Intel rendeu o mais novo SO do mercado. A Intel estava desenvolvendo o Moblin, enquanto a Nokia trabalhava no Maemo (além de ser a dona de boa parte do Symbian) e aí, resolveram juntar as plataformas e fortalecer apenas uma ideia.
O sistema baseado em Linux e open source ainda não está disponível, mas tem previsão de chegada no segundo semestre de 2010. O foco das duas empresas é levar o MeeGo além dos celulares e expandi-lo para netbooks, TVs, PDAs, GPS, e tablets. A intenção do MeeGo é integrar todos os dispositivos onde o SO estiver instalado e facilitar a comunicação entre usuários desses aparelhos.

veja no video:
http://www.youtube.com/watch?v=GyebXporGr8&feature=player_embedded


E qual é o melhor?

Sua escolha depende de gosto, necessidades e, principalmente, das funções presentes no SO. Quando se fala delas, não nos referimos apenas às do sistema, mas sim ao conjunto oferecido pelo aparelho, tais como câmera, capacidade de armazenamento e de processamento, memória e por aí vai. Cada sistema operacional tem seus fortes e fracos. Alguns privilegiam um público-alvo, outros investem em beleza e praticidade, enquanto outros preferem contar com a ajuda do maior número possível de desenvolvedores. Pode-se dizer que cada SO tem um perfil e compará-lo ao seu pode ser o ponto de partida na hora de escolher. É claro que o aparelho que leva o sistema também conta muito, se não for a parte mais importante. Você já imaginou um iPhone OS em um BlackBerry? Certamente todo o encanto da tela sensível ao toque que o aparelho da Apple desperta iria por água abaixo. Você verá que, de tudo o que existe no gigantesco mundo de portáteis, um dos fatores que menos pesará — para a sua escolha — é o sistema operacional.




- Copyright © Blog Intelly - Intelly Soluções Inteligentes