Arquivo de 01/05/10 - 01/06/10

★ Lin-X Linux


É quase unanimidade quando fala-se no visual do Sistema Operacional da Apple, o Mac OS X, pois a aparência apresentada por esse sistema é muito bonita e agradável. A prova disso é a quantidade de temas que existem, tanto para Linux quanto para Windows, que procuram imitar o Mac OS X.
Esses temas nem sempre funcionam, ou se funcionam, demandam um certo trabalho para que tudo fique nos eixos, sem nenhum tipo de erro. Não seria ótimo se existisse uma distribuição Linux que viesse nativamente com o visual do Mac? Com certeza seria! E é exatamente isso que você encontra na distribuição Lin-X.

Recursos oferecidos

A distribuição é desenvolvida com base no Ubuntu 8.10 (Inteprid Ibex), o que faz com que ela mantenha a segurança e estabilidade do Ubuntu, além é claro das praticidades e facilidades oferecidas pelo sistema, como por exemplo a ferramenta de apt-get, os repositórios e o gerenciador de atualizações, porém com um visual totalmente reformulado.
Esse novo visual é praticamente uma réplica do Mac OS X, com direito a Dock (a famosa barra de aplicativos que existe na área de trabalho Sistema Operacional) e tudo mais! Além do visual diferente, também é possível encontrar alguns programas que não são instalados por padrão quando instala-se o Ubuntu, como por exemplo o aMSN.
Praticamente todos os aplicativos que vêm instalados no Ubuntu 8.10 estão também disponíveis no Lin-X, como por exemplo o navegador Firefox, a suíte de aplicativos do OpenOffice (versão 2.4), o editor de imagens Gimo, dentro muitos outros.

Utilize o sistema sem precisar instalá-lo no computador!

Outro ponto positivo que pode ser dado à esta distribuição, é o fato de que, assim como o Ubuntu, Lin-X é LiveCD, o que faz com que seja possível testar o Sistema Operacional sem a necessidade de realmente instalar ele no HD do computador, e sem nem mesmo alterar qualquer arquivo contido nele.

INSTALAÇÃO

Após o termino do download, grave o Lin-X (que esta em formato ISO) em algum DVD (obrigatóriamente deverá ser um DVD devido o seu tamanho, que é maior que o Ubuntu), e em seguida dê boot pelo DVD para iniciar o assistente do Lin-X que lhe permitira desde apenas acessar o sistema pelo DVD e/ou instala-lo em seu disco rígido.

o melhor de tudo

como todo bom Linux, o Lin-X não poderia ser diferente, é uma distribuição gratuita...
então, é mais um motivo á te empurrar para experimentá-lo; devido à complicação toda que é baixar (entrar no site oficial, fazer cadastro, blablabla) eu baixei e postei prontinho pra vocês :D é só clicar aqui

CONCLUSÃO FINAL

Bom, apesar de gostar de Linux eu não sou um super entendido do assunto, mas acho interessante tudo aquilo que te liberte do Windows, então, estar apto à experimentar novas coisas relacionadas à isto, pelo menos pra mim, nunca é demais. E foi assim, que o Mac OSX entrou de vez pra ser meu sistema primário. O Ubuntu é um sistema magnifico, não hesitaria, se não houvesse oportunidades de usar o OSX, em usa-lo definitivamente, agora, usa-lo com a aparência do OSX é tudo de bom!
longe de ser mais um papo furado de blogueiro, esta é uma dica... eu usei e gostei, agora é com vocês!

★ Os Bastidores da internet

Descubra tudo o que acontece para você acessar o nosso blog ou qualquer outro site na rede mundial de computadores.

É difícil para a Geração Y – os nascidos a partir da década de 1980 – imaginar um mundo em que não haja acesso à web. Mesmo quem nos tempos da famigerada conexão discada de 14400 kbps estava online, ou só depois da meia-noite e aos sábados, quando a ligação era mais barata. Mas houve uma época em que não havia conexão nem entre computadores em salas adjacentes, imagine então uma rede integrada cobrindo praticamente o mundo inteiro. O método mais fácil de entrar em contato com alguém eram os telefones – apenas fixos – e as secretárias eletrônicas de fita infinita.

Em todo o mundo

Teias tecnológicas

Mesmo antes disso uma das bases para o que hoje é a internet já estava sendo posicionada: a rede de cabos oceânicos.

Desde os tempos dos telégrafos – ainda no século 19 – as comunicações entre continentes, principalmente América do Norte e Europa, acontece graças a enormes cabos desenrolados na superfície por barcos especiais, e instalados no fundo do mar.

Com o desenvolvimento da tecnologia, esse cabeamento passou a atender linhas telefônicas e, mais tarde, também às conexões de internet. Atualmente, fibras óticas se estendem por todos os oceanos garantindo a ligação entre os continentes.

Cabos submarinos de fibra óticaCada um desses cabos é construído de forma a proteger os sinais que ali trafegam. Além de cabos elétricos – responsáveis por manter as propriedades condutoras das fibras óticas – e das próprias fibras, várias camadas de proteção atuam contra a corrosão pela água salgada e contra interferência de sinal.

Anualmente, diversas empresas instalam milhares de quilômetros de cabos desse tipo no mundo, enquanto os mais antigos são desativados ou têm uso desviado para fins puramente científicos.

Essa estrutura de cabos é bastante segura, mas como tudo no mundo, não é completamente imune a falhas ou acidentes. Um exemplo bem próximo foi a quebra dos cabos da Global Crossing que interligam o Brasil com a estrutura de internet dos Estados Unidos em fevereiro de 2010.

Mapa da Alcatel mostrando todos os cabos submarinos instalados atualmente

Apesar de todas as proteções físicas aos cabos e também de medidas de redundância – que redirecionam para outros cabos o tráfego de informações durante uma eventual quebra de ligação no ramo principal –, vários internautas tupiniquins sofreram de lentidão e até mesmo falta de acesso graças a esse acidente.

Em órbita

O Sputnik 1O outro principal canal – porém em escala muito menor que o cabeamento submarino – de informações para o mundo online é a transmissão via satélite. Presentes no espaço próximo do planeta desde 4 de outubro de 1957, quando a União Soviética colocou o Sputnik em órbita, os satélites hoje são responsáveis por diversas tecnologias atuais, como o GPS e também a transmissão de dados.

Apesar de responsáveis por menos de 20% do tráfego de informação da internet atualmente, a conexão por satélite é utilizada principalmente para levar conexão de alta velocidade até locais de difícil acesso.

Satélite de comunicação (imagem: Boeing)Uma das grandes restrições para o uso disseminado de satélites para a conexão com a internet é a limitação de banda disponível, uma vez que TVs, operadoras de telefone, governos e empresas – como a Google – utilizam satélites para diversas outras tarefas além da transmissão de dados da web.

Como existe certa limitação de constelações de satélites, já que seu funcionamento depende de posicionamento, tempo e distância da superfície, a quantidade de equipamentos disponíveis para uso exclusivo na conexão com a internet é relativamente pequena.

Nas ondas do rádio

Logo depois de comentar sobre satélites, e falar sobre a conexão wireless – sem fio, literalmente –, pode parecer que as redes Wi-Fi funcionam graças a equipamentos em órbita, mas não é bem assim.

O roteador de Wi-Fi é uma versão doméstica das torres de transmissão de dados por rádioCelulares, notebooks e outros aparelhos podem se conectar à internet sem o uso de cabos graças a antenas de rádio específicas, semelhantes – mas muito mais poderosas – ao roteador Wi-Fi que você tem em casa.

Devido às características de onda – frequência, e outras variáveis físicas, para quem se lembra do ensino médio – essas redes não são apropriadas para a distribuição intensa como a feita através das fibras óticas ou satélites.

O que acontece de fato é que todos os dados transmitidos pela antena para seu smartphone ou netbook trafegam, em algum momento, por uma fibra ótica submarina ou pelo sinal de um satélite de comunicações.

Conectando computadores

Foto de época mostrando um mainframe com entrada de dados por fitas magnéticasEnquanto os soviéticos se preparavam para mandar o primeiro satélite artificial para uma órbita espacial, nos Estados Unidos e na Europa agências militares e universidades trabalhavam no refinamento do processo de utilização dos computadores.

Os mainframes, que executavam os aplicativos desenvolvidos em outras máquinas, utilizados pela defesa americana em suas pesquisas eram guardados em salas especiais, impedindo o acesso direto dos desenvolvedores ao equipamento. Com isso, falhas surgiam e tempo era gasto. Como o custo de manutenção dessas máquinas era muito alto, alternativas eram necessárias para otimizar sua utilização.

A agência americana desenvolve então uma rede de computadores em que os diversos laboratórios compartilhavam dados através de um servidor central, de maneira que a velocidade no acesso à informação garantisse que pesquisas não seriam duplicadas e diminuindo também a perda de tempo na troca de dados. Nascia a ARPAnet.

mapa da ARPAnet em 1980

Praticamente ao mesmo tempo, a rede militar da americana RAND Corporation, a teia comercial do National Physical Laboratory – NPL (laboratório físico nacional) da Inglaterra e a comunicação dos computadores científicos através do Cyclades francês criaram tecnologias tão essenciais para a internet quanto a conexão dos sistemas de pesquisa de defesa americanos.

Protocolos de controle, otimização da transmissão de grandes quantidades de informação, arquitetura descentralizada de ligação entre pontos e a comunicação entre redes diferentes foram os avanços que, reunidos, deram origem à internet atual. O próprio termo – Inter-net – surgiu a partir do funcionamento da redeCyclades.

A rede

Pronto. Agora sabemos que computadores podem se comunicar entre si de diversas formas, aproveitando a infraestrutura de cabos submarinos e satélites. A partir das experiências com redes de diversas naturezas – acadêmica, científica, militar e comercial – chegou-se a uma série de conceitos que permitem a troca, praticamente em tempo real, de informação entre essas maquinas.

Mas como essa ligação funciona, realmente? Qual a mágica que permite a uma pessoa no Japão – ou em qualquer outro lugar do mundo acessar este blog?

Como a internet funciona

Sempre que você pede a seu navegador para acessar uma URL, entra em cena um servidor especial da rede, o DNS (Domain Name Server – servidor de nomes de domínio). Este computador especial envia para o seu PC o endereço IP dos arquivos (HTML, PHP etc) que compõem o site.

iStock

Endereços IP (Internet Protocol) são uma sequência de números que indica à estrutura da internet – modems, navegadores, servidores etc – a localização exata dos arquivos relacionados a um determinado URL.

Para simplificar, pense em um endereço físico. Casas e apartamentos se situam em vias públicas, dentro de bairros, cidades e assim por diante. Para as máquinas dos correios, identificar o destino de cada carta ou encomenda enviada a partir dessas informações é muito complicado.

Como os correios funcionam de forma automatizada, toda carta deve conter um CEP (código de endereçamento postal), de interpretação mais fácil para os computadores.

iStockAssim, o endereço IP de um servidor pode ser considerado o CEP digital de um site na internet. Porém, como a rede é mundial, é muito mais difícil codificar cada localização com um identificador único. Por isso, o número que forma os endereços IP é assinalado em decimais divididos por pontos, semelhante a256.25.2.256.

Cada intervalo desses números pode assumir valores entre 0 e 256, já que esse valor é – no servidor DNS – escrito de forma binária para ser corretamente interpretado por um computador. O IP acima, por exemplo, seria escrito como100000000.10000000011001.1000000001100110.100000000 na forma binária para o servidor DNS e para seu modem.

Conhecendo esse endereço, seu computador passa então a descarregar o código dos diversos arquivos – imagens, texto, diagramação etc – que compõem o nosso blog, por exemplo.

iStock

Caso o servidor DNS que você utiliza não reconheça a URL que você enviou, isso não significa que você não chegará até o site. Quando isso acontece, vários servidores DNS começam a “conversar” entre si em busca do IP. Talvez demore um pouco mais para o site ser carregado, mas isso acontecerá assim que possível.

Carregando os sites

Dentro do seu computador, vários outros processos também acontecem durante a decodificação de um site. Assim que o navegador recebe o endereço IP correto, HTML e CSS tomam forma de texto, ocorrem alterações visuais na tipografia e o posicionamento dos elementos, imagens transformam-se de números binários em pixels coloridos e assim por diante.

Tudo isso acontece em altíssima velocidade – limitada principalmente pela banda disponível em sua conexão -, mas aí já é assunto para outro artigo.


★ Computação quântica torna obsoletos os processadores atuais

A demonstração com a molécula de Iodo comprova a capacidade e incrível velocidade da computação quântica.

Seu processador acaba de entrar para o ranking dos mais lentos. Na verdade ainda não entrou, mas é o que deve acontecer se as demonstrações de cálculos quânticos entrarem em prática e forem aplicáveis em novos processadores. Não faz nem uma semana que ocorreram os primeiros testes, em que alguns cientistas japoneses colocaram uma simples molécula de Iodo como componente principal da computação quântica.

Resultados impressionantes

Nas demonstrações realizadas não foram realizadas tarefas complexas, porque ainda não há nem protótipo da nova tecnologia. Contudo, a demonstração permitiu ter uma boa ideia da capacidade da computação quântica.

Esquema que demonstra a computação quântica com a molécula de Iodo

Segundo os testes, a computação quântica baseada na molécula de iodo acima é capaz de resolver uma transformada de Fourier (com direito a análise de espectro) em apenas algumas dezenas de femtosegundos. Tal informação revela que a computação quântica pode ser milhares (ou até milhões) de vezes mais veloz do que os computadores comuns.

Femto o quê?

Bom, você conhece as palavras “kilo”, “mega”, “giga” e “tera”, certo? Elas são utilizadas para representar a quantidade de zeros que deve ser adicionada a determinado número. Contudo, tais palavras são usadas para representar grandes quantidades, como no caso de 1000 KB (que formam 1 MB) ou 1000 MB (que formam 1 GB).

Para expressar números ínfimos existem outras palavras que representam o oposto das quantidades supracitadas. Dentre as palavras usadas para representar números bem pequenos temos as seguintes: “mili”, “micro”, “nano”, “pico”, “femto” e muitas outras. A palavra "mili" você já deve ter visto em milissegundos ou milímetros, porém as demais podem ser desconhecidas. O Femto é mais ou menos como você dizer que determinado número equivale a um quadrilionésimo.

GigaHertz incontáveis

Junto com as informações dos cálculos ultravelozes foi divulgado a vibração dessa molécula de iodo: ela pode chegar a 10.000 GHz! E olha que estamos falando apenas de uma demonstração, sendo que um protótipo completo ou um processador finalizado pode apresentar velocidades muito mais impressionantes.

Computação quântica vai miniaturizar os processadores

Entenda por que seu i7 vai passar vergonha

Dizer que a computação quântica é mais veloz é algo óbvio, por isso elaboramos a tabela abaixo para mostrar a diferenças em números entre os CPUs atuais e os possíveis processadores do futuro:


Espere sentado para não cansar...

Se você ficou animado ao ler este artigo, pode ir com calma na empolgação porque a computação quântica ainda está dando os primeiros passos — ao menos no que diz respeito ao que será acessível para utilizadores comuns.

Vale frisar que não são imagens sobre a computação quântica, até porque você jamais conseguiria ver uma molécula de Iodo a olho nu. Os testes e demonstrações dos cientistas japoneses devem continuar, mas até chegarem às residências (ou mesmo para o mercado empresarial) pode levar anos — quem sabe até uma década.

★ imprimindo com iPad

Recém lançado no mercado americano, o iPad é um dispositivo que permite, dentre outras funcionalidades, que o usuário leia seus livros, jornais e revistas preferidos onde ele for sem precisar levá-los junto, em uma economia de espaço e papel.

E parece que a economia de papel é realmente o carro-chefe do aparelho, já que para imprimir alguma coisa a partir dele é preciso improvisar:

imprimir ipad Imprimindo com iPad

★ Photoshop CS5: como usar a ferramenta de recorte com preenchimento automático

Em poucos passos você remove quaisquer objetos de uma imagem obtendo um resultado aceitável e poupando seu tempo.

Antigamente era raro encontrar pessoas que realmente soubessem utilizar as ferramentas do Photoshop, porém o tempo passou e o número de tutoriais e ferramentas automatizadas aumentou significativamente. Neste artigo vou ensinar como remover objetos de uma foto utilizando o novo recurso do Photoshop CS5: o "Content-aware Fill" (Preenchimento considerando o conteúdo).

Testando a ferramenta

Este tutorial não vai torná-lo um mestre no Photoshop e a imagem que escolhemos serve apenas para uma demonstração básica de como utilizar a nova ferramenta do programa da Adobe. Vale frisar que o “Content-aware Fill” não faz milagres, portanto em algumas imagens o resultado pode não impressionar tanto. Veja o vídeo demonstrativo da ferramenta:

Como este tutorial serve apenas como um guia básico, você pode — e deve — testar as dicas em diversas imagens, para observar os diferentes resultados. Portanto, separe algumas em que você note claramente que há objetos que podem ser removidos (árvores, pessoas, carros).

Detalhe: procure escolher imagens com fundos simples, utilizar fotos com muita iluminação pode ser complicado e o resultado acaba ficando bem ruim.

Pré-requisito: Adobe Photoshop CS5

Este tutorial serve apenas para utilizadores da nova versão do Photoshop, não sendo útil para as versões CS4, CS3 e anteriores. Para baixar o Adobe Photoshop CS5 clique aqui.

Passo a passo

1) Abra a imagem normalmente;

2) Duplique a camada de fundo;

Duplicar camada

3) Utilizando a ferramenta “Polygonal Lasso Tool” selecione um objeto da imagem;

Nota: não faça uma seleção muito rente, porque o “Content-aware Fill” baseia-se no conteúdo que está em volta do objeto.

4) Acesse o menu “Edit” e clique em “Fill” (ou use o atalho Shift + F5);

Fill

5) Escolha o modo “Content-aware” e clique em “OK”;

Content-aware

6) O objeto foi removido com sucesso;

7) Em minha imagem removi o avião completamente, porém a sombra mostra que havia um objeto na imagem. Caso você necessite remover mais objetos da imagem faça o mesmo procedimento indicado entre os passos 2 e 5. Confira agora o resultado final da edição:

Nota: caso algum objeto não seja removido com perfeição, você pode usar a ferramenta "Healing Tool" para remover os restos do objeto.

Exemplos

Abaixo modifiquei outras imagens, para você conferir as figuras originais e os respectivos resultados.

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