Arquivo de 01/10/10 - 01/11/10

★ Quão caro é comprar um Mac no Brasil?

Por marcsheep

Na ultima semana, acompanhamos Steve reconhecendo o quanto a plataforma Mac avançou e trazendo dados que mostram a penetração de mercado dos produtos Apple. Nos Estados Unidos, o market share (fatia de mercado) da Apple é de 20,7% na venda total de computadores pessoais, restando 79,3% para todas as outras fabricantes de PCs — dados referentes a agosto de 2010, do NP D Group. É um excelente resultado, visto que a Apple abocanha sozinha mais de um quinto do mercado com um produto altamente diferenciado e com uma estratégia de preços premium: sim, pois na terra do Tio Sam os Macs ainda são relativamente mais caros que os PCs. Ou melhor, a Apple tem sozinha ~21% do bolo dos consumidores que pagam *mais* nos computadores, enquanto o resto do mercado tem que competir entre os ~79% restantes — e competição é guerra, guerra é sangue, e para competir na guerra, as empresas têm que sacrificar margens de lucro e disputar, muitas vezes, pelos preços mais baixos.
São essas as principais ideias do livro “A Estratégia do Oceano Azul”: empresas que competem e não buscam a verdadeira diferenciação dos seus produtos — como a maioria das fabricantes de PCs — estão fadadas a diminuir margens de lucro para abocanhar maiores participações de mercado. Esse cenário de competição, guerra e sangue é característico dos mercados chamados “Oceanos Vermelhos”.

Empresas como a Apple não estão preocupadas em competir por preço; elas querem levar os seus produtos a um novo estado da arte e posicioná-los em níveis superiores. O que a Apple faz ao incluir o Mac OS X nos seus computadores é criar um mercado totalmente novo: o de usuários de Macs, que só ela pode explorar oferecendo computadores com o devido sistema operacional. Essa exclusividade e preocupação com o posicionamento superior do produto é característica dos mercados chamados “Oceanos Azuis”, onde as empresas não encontram concorrentes — afinal, depois que você veio para o mundo Mac, ainda lhe interessa saber as especificações e comparações de modelos de PCs convencionais? Devem fazer menos sentido, agora.

Essa estratégia de posicionamento superior foi comprovada em outra pesquisa no final de 2009, segundo o NPD Group, ou seja, a Apple domina quase que completamente a parcela de mercado dos melhores e mais lucrativos clientes. É preciso ter a ideia de que a finalidade de uma empresa é gerar LUCRO, que não significa necessariamente dominar uma grande parte do mercado — muito pelo contrário, pois, na maioria das vezes, para atingir uma fatia maior do mercado se faz necessário competir por preços e abaixar margens (e às vezes até a qualidade do produto). É notório, portanto, que a Apple é muito bem sucedida em sua estratégia de abocanhar não a maior, mas a melhor e mais recheada fatia do mercado.

Mas, pensando em Brasil, o posicionamento da Apple é bem sucedido?

Estamos num cenário em que, apesar da sofisticação do mercado de tecnologia, nosso consumidor é bastante sensível a preço. Qualidade, durabilidade e experiência do usuário não são prioridades do nosso mercado — isso é “frescura”. A grande massa de consumidores não é amadurecida suficientemente para entender que um “night bruit” de R$900 não oferece a mesma experiência que um MacBook Pro de R$3.800. Esse é o retrato do nosso mercado.

Em contraponto aos quase 21% de market share no mercado estadunidense, a Apple Brasil abocanha apenas 1,5% do mercado doméstico de computadores, ou seja, atinge apenas o nicho do nicho do nicho do mercado. Talvez seja por isso que a Apple trate tão mal o Brasil: estão lembrados do lançamento atropelado do iPhone 4 aqui no país? Dois dias antes e não havia uma confirmação oficial do lançamento, nem em quais lojas o smartphone poderia ser encontrado — apenas rumores e boca-a-boca. Apple Retail Store? Nem sombra dela! Orgulhosamente, o Brasil é o país do futebol e dos iPhones e MacBooks mais caros do mundo! [4, 5] Essa avaliação é apenas monetária, convertendo os valores da nossa moeda em dólar e comparando com os em outros países. A comparação que faço agora leva em consideração nosso nível de renda, poder de compra e tempo de trabalho para comprar um Mac, a fim de atingir resultados mais próximos da realidade.

Primeiramente, um trabalhador norte-americano não recebe salário mínimo, o que há é um piso para o valor da hora trabalhada, que é de US$7,50. Se multiplicássemos esse valor pelas 40 horas semanais de um trabalhador brasileiro, chegaríamos a um valor médio de US$1.160 que um trabalhador nos EUA produziria ao final de um mês — será esse valor que vamos utilizar como piso.

Um MacBook Pro de 13” custa lá fora US$1.200, que dá na nossa moeda uma base de R$2.040. O mesmo modelo é vendido no Brasil por R$3.800. É uma diferença de preço de 86% a mais sobre o valor original do MacBook nos EUA. Mas essa ainda não é a maior picada! Adotando como valor base um salário mensal de US$1.160 — equivalente a cerca de R$1.970 — um trabalhador estadunidense precisaria trabalhar pouco mais de 1 mês para pagar o MacBook Pro. Adotando como valor base o nosso salário mínimo mensal de R$510, o nosso pobre coitado empregado brasileiro teria de trabalhar 7 meses e 12 dias para pagar os R$3.800 referentes ao mesmo modelo de Mac. É uma diferença de dias trabalhados de 740% a mais(!) sobre o trabalhador norte-americano.

Para você adquirir um iPhone 4 nos EUA, o valor de compra é de US$200 — ou aproximadamente R$340 —, e os planos começam a partir de US$40 mensais. A despesa com esse plano significa 3,44% do que um trabalhador norte-americano ganha. No plano Claro 2000, por exemplo, você pode adquirir o iPhone 4 por R$340, com um grande detalhe: o valor do plano mensal é de R$710. A despesa com o plano brasileiro significa 139% do salário mínimo do pobre coitado trabalhador brasileiro. O consumidor nacional gasta uma proporção do salário 4.040% maior que o estadunidense — 139% vs. 3,44%. Confesso que é assustador constatar essas disparidades. Em parte, muito disso se deve à altíssima carga de impostos, que mais uma vez bate recordes mundiais! Você, que ficou na fila para comprar o iPhone 4, pagou 16% de taxa de importação, 15% de IPI, 9,25% de PIS e Cofins e 18% de ICMS. No total, são 58,15% somente em imposto!

É bom refletirmos, pois isso pesa diretamente no nosso bolso: pagamos R$1.045 de imposto quando adquirimos um iPhone 4 por R$1.800.

antes de publicar este post, havia acabado de mandar um email para alguns amigos, mostrando a foto da nota fiscal da compra do meu MacBook Pro; bom, vejam a imagem, ela vale mais do que mil palavras...


★ A mídia ótica começa a dar seus últimos suspiros de vida

Tecnologias cada vez mais rápidas, portáteis e interativas devem tornar as mídias óticas obsoletas em breve.

Quem utiliza computadores há mais de dez anos já usou muito os disquetes – “quadrados plásticos” utilizados para o armazenamento de dados. A necessidade dos usuários de salvar informações em quantidades cada vez maiores exigiu a criação de uma nova tecnologia: a mídia ótica. Desde então, os CDs e DVDs têm sido fiéis companheiros dos usuários. Seja para gravar músicas, vídeos ou documentos, o disco ótico é a tecnologia que perdurou por quase uma década como soberano nesse tipo de atividade. Depois de o disquete cair em esquecimento, ao que tudo indica, chegou a hora do disco ótico dizer adeus às prateleiras. O desenvolvimento da memória flash começa a despontar no mundo do hardware e equipamentos eletrônicos de última geração não contam com leitores óticos.

Um exemplo é o MacBook Air, laptop apresentado pela Apple no dia 20 deste mês, que não possui drive para a leitura de CD, DVD ou Blu-ray. Mas e se for preciso formatar a máquina ou recuperar o sistema operacional?

Para estes casos existe um pendrive com o Mac OS X Snow Leopard e o iLife instalados. Na visão da multinacional, este recurso elimina qualquer necessidade de mídias óticas. Estaria surgindo um novo padrão de armazenamento e leitura de dados nos aparelhos eletrônicos? Quais as vantagens em utilizar a memória flash? Onde o USB 3.0 se encaixa neste contexto? As mídias óticas estão fadadas à extinção?

O ataque da memória flash

A memória flash é um dispositivo computacional do tipo EEPROM (Electrically-Erasable Programmable Read-Only Memory). Este componente possui chips muito parecidos com os utilizados pelas memórias RAM, porém, utilizados para o armazenamento de dados não voláteis. Em outras palavras, a memória flash preserva informações mesmo depois de o computador ser desligado. Devido a tal atributo, é possível usar esta tecnologia como repositório permanente de conteúdos – os discos rígidos SSD, acrônimo para Solid-State Drive, os cartões SD de filmadoras e os pendrives são alguns exemplos. Preparado para conhecer mais características e algumas vantagens da memória flash?

Economia de energia e portabilidade

A economia de energia é o primeiro ponto vantajoso da memória flash. A tecnologia apresenta um consumo energético de apenas 5% do que seria preciso para alimentar um disco rígido comum. A redução de tamanho é outro fator que diferencia a memória flash da “concorrência”.

É possível encontrar pendrives menores que uma bolinha de gude. Convenhamos que é muito mais prático transportar dados em um aparato tecnológico com essa dimensão do que em um disco rígido convencional. Já imaginou ter que carregar um HD externo no bolso o tempo todo?

Velocidade

A velocidade na transmissão de informações da memória flash origina um diferencial enorme se comparado às mídias óticas. Enquanto um CD envia e recebe dados a 150 kilobytes por segundo, um cartão de memória SD consegue trocar informações cem vezes mais rápido. É quase a mesma coisa que colocar um Fusca e uma Ferrari lado a lado em uma disputa automobilística.

Durabilidade

Equipamentos que utilizam a memória flash como recurso de armazenamento são mais duráveis. Isso acontece porque esta tecnologia usufrui de semicondutores para registrar as informações do usuário. Estes componentes eletrônicos não possuem peças móveis, eliminando problemas oriundos de ações mecânicas. Alguns modelos de dispositivos, como os cartões de memória SD, contam com uma carcaça tão resistente que são capazes de suportar intensas pressões, elevadas temperaturas e imersão em água.

Custo

Já pudemos perceber que a memória flash tem uma série de benefícios. Entretanto, estas vantagens tem um custo elevado. O valor de um gigabyte neste tipo de dispositivo é bem mais salgado do que em um repositório comum de dados. Caso você queira adquirir um disco rígido SSD de 160 GB (um volume nada surpreendente atualmente) será preciso desembolsar entre R$ 1,2 mil e R$ 1,5 mil. Este preço é bem superior aos, no máximo, 400 reais que você gastaria em um HD de tecnologia convencional.

Os fabricantes tentam desenvolver uma combinação de tecnologias para baratear os custos de produção de dispositivos em estado sólido. A memória flash ficaria responsável pelo acesso a informações de uso frequente, tais como arquivos executáveis do sistema operacional.

A terceira geração do USB contra-ataca

A ameaça da memória flash à mídia ótica é reforçada pela chegada do USB 3.0 ao mercado. A tecnologia denominada SuperSpeed USB não é uma novidade. Ela teve suas especificações estabelecidas em novembro de 2008. Quase dois anos depois, ainda não é possível encontrá-la aplicada em eletrônicos comercializados em grande escala. Mas segundo a previsão dos desenvolvedores, o novo padrão de conectores terá sua industrialização iniciada até o final de 2010.

De acordo com a instituição USB Promoter Group, idealizadora desta tecnologia, a taxa de transferência do USB 3.0 é dez vezes maior que a de seu antecessor. Nos teste realizados pelo grupo sem fins lucrativos a terceira geração do USB atingiu 4,8 gigabytes por segundo. Ela levou 70 segundos para transferir 25 GB de dados!

A batalha continua...

Com preços mais acessíveis e a enorme vantagem da portabilidade, os pendrives ganharam espaço no cotidiano das pessoas. A popularização destes dispositivos móveis fez com que os discos óticos ficassem restritos a, basicamente, duas finalidades: instalar sistemas operacionais e reproduzir arquivos de áudio e vídeo. Esta primeira opção está sendo desbancada pela Apple. Como vimos no início deste artigo, o MacBook Air conta com um dispositivo SSD para a restauração do SO. Apesar de o notebook ser um dos pioneiros na utilização desta tecnologia, eliminar drives de leitura ótica é uma tendência que deve ser adotada muito em breve por outros aparelhos.

A extinção do raio azul

No que concerne à reprodução de músicas e filmes, os CDs e DVDs dominam amplamente o mercado nacional. O Blu-ray é mais adotado em outros países, onde seu custo é bem inferior. Devido ao seu potencial de rodar conteúdos tridimensionais, a tecnologia do raio azul esperava abocanhar o mercado multimídia a partir do ano de 2011. Como no mundo da tecnologia não existe calmaria, ele já está sendo intitulado como fracassado.

Os discos de Blu-ray nem se tornaram acessíveis para boa parte da população brasileira e já têm que lutar pela sua sobrevivência. Este formato de mídia chegou às prateleiras em 2008 e, menos de dois anos depois, a Blu-ray Disc Association (BDA) anunciou dois novos formatos para conteúdos digitais: BDXL e o Blu-ray 3D.

Televisores interativos

Tendo em vista o que acompanhamos até aqui neste artigo, as previsões para as mídias óticas não são animadoras. Mas a ameaça a esta tecnologia, a qual nos foi útil durante tantos anos, não acabou. Os mais novos competidores com o armazenamento de dados, mais especificamente conteúdo multimídia, são os televisores interativos.

A Apple TV e a Google TV vieram para revolucionar a forma como assistimos à televisão. Com recursos de lojas virtuais, conexão com a internet e navegadores web, estes aparelhos pretendem oferecer ao telespectador filmes, seriados, shows e muito mais, sem que ele saia do sofá. A televisão da Google já está sendo vendida nos EUA.

É o fim das mídias óticas?

Afirmar que as mídias óticas serão extintas é agressivo demais. O formato BDXL, por exemplo, foi criado com o intuito de servir como backup de segurança para empresas. Talvez, outros modelos de discos óticos sigam o mesmo caminho. Obviamente, esta transição de tecnologias acontece de forma moderada e contínua, assim como foi com o disquete e o CD. Porém, os usuários finais devem ficar com os dispositivos digitais. Os aspectos de durabilidade, segurança, velocidade e portabilidade – unidos aos atributos do USB 3.0 – tornaram a memória flash o dispositivo mais prático para a função de transportar dados. Para conteúdos multimídia as televisões interativas têm todo o potencial para tomar o mercado multimídia.

★ O iPad encontrou o MacBook Air e uma nova geração de notebooks surgiu

Evento da Apple abalou as estruturas da tecnologia e trouxe o notebook mais fino do mundo.

A cidade de Cupertino vai ficar na memória dos amantes da empresa da Maçã por um bom tempo. Aconteceu nesta quarta-feira o “Back to the Mac”, evento da Apple que trouxe muitas novidades para o mundo da tecnologia. Em meio ao novo OS X 10.7 e suas novas funcionalidades, surgiu um velho conhecido dos usuários, o MacBook Air. A novidade é que o notebook encontrou-se com o iPad, o que deu origem ao laptop mais fino visto até hoje!

Fino quanto?
O novo MacBook Air tem apenas 17 mm no ponto mais espesso, e apenas 3 mm no lado mais fino. Dois modelos diferentes foram apresentados. O primeiro deles conta com uma tela de 13,3”, com resolução de 1440×900 pixels (proporção de 16:9).

Já o segundo modelo é um pouco menos, com tela de 11,6” e resolução de 1366x768 (proporção 16:9). Além da tela, a principal diferença entre os modelos está no processador, que no MacBook Air de 11,6” será um pouco mais fraco. Outra diferença é que o notebook menor não terá o slot para cartões.Vale lembrar que os novos modelos do MacBook Air contarão com placas de vídeo NVIDIA GeForce 320M.

Placa Mãe e Bateria
O visual da parte interna do novo MacBook Air impressiona. Ao contrário do que acontece na maioria dos notebooks, na nova máquina da Apple boa parte do espaço interno é ocupado pela bateria.


A placa-mãe está tão compacta que o usuário precisa prestar mais atenção ao que está vendo para perceber que ela está ali. O interessante é perceber que, mesmo menor, a motherboard continua abrigando todos os componentes sem problema. Falando em bateria, o desempenho da fonte de energia do novo MacBook Air é, no mínimo, interessante. Em standby, o notebook da Apple tem autonomia de até 30 dias! Usando o Wireless e realizando tarefas comuns, o MacBook Air aguenta até 7 horas sem energia elétrica. Os testes feitos para chegar ao tempo de duração da bateria foram diferentes para o novo MacBook Air. Segunda a Apple, a ideia era simular a real utilização do novo notebook, por isso a avaliação foi um pouco mais pesada do que a de costume.

Flash para armazenamento
Uma das características dos novos modelos do MacBook Air que permitiu aumentar consideravelmente a autonomia da bateria está na utilização de memória flash para o armazenamento das informações no computador. Além de tornar o acesso aos dados mais rápido, as memórias desse tipo consomem menos energia, o que reduz, e muito, o consumo da bateria. É interessante perceber que vários recursos do iPad realmente fazem parte dos novos modelos do MacBook Air.

O Multitouch perfeito para notebooks
Engana-se que pensa que o MacBook da Apple não possui recurso multitouch. O MacBook Air traz um amplo espaço para o touchpad. A diferença está no fato de não haver nenhum botão para o usuário utilizar. Todas as ações - clique, seleção, scroll - são feitas através do toque. Confira na imagem abaixo alguns movimentos e suas respectivas ações


O fim do drive ótico?

Os novos MacBooks não possuem entrada para CD e DVD, e não utilizar drivers óticos parece ser uma tendência na Apple. No entanto, CDs e DVDs têm sido a principal forma de reinstalar o sistema operacional. Para solucionar este problema, os novos Air vêm com um pendrive que contem o Mac OS X e o iLife. Dessa forma, o usuário pode restaurar seu sistema sem problemas.


Características e valores dos modelos

Valores
Os preços dos novos modelos do MacBook Air assustam um pouco, mas,segundo Steve Jobs, é o início de uma nova tendência entre os notebooks. O uso de memória flash e da placa-mãe mais compacta justifica um pouco os preços mais agressivos.


Vídeos
O novo comercial do MacBook Air já está no canal oficial do YouTube, enfatizando que os novos modelos são ainda mais finos e afirmando que esta é a nova geração de MacBooks.


A Apple também publicou um vídeo de cinco minutos, mostrando inúmeros detalhes da idealização e fabricação dos novos Air. Os executivos da Apple falam sobre como os novos MacBooks foram desenvolvidos para atender aos pedidos dos usuários, com um aparelho mais leve e bateria de longa duração.

As imagens nos mostram como é simples usar a função multitouch e o quão fino e leve o MacBook Air realmente é. O design foi um grande desafio não só pelo tamanho, mas também pela qualidade do equipamento. O vídeo exibe imagens da produção de um Air e de como várias partes foram reunidas em uma só para montar uma estrutura incrível. Segundo Jony Ive, vice-presidente sênior do design da Apple, este é “um dos produtos mais bonitos” já produzidos pela empresa.

★ Apple marca evento focado no Mac para o dia 20 de outubro

Acaba de ser disparado para a imprensa um novo convite de evento marcado para o próximo dia 20, quarta-feira que vem. Ele será realizado no próprio campus da empresa, em Cupertino.

O título do evento é: “De volta ao Mac.”

Ao contrário de imagens recentes de outros convites da Apple, esta até que nos dá muitas dicas do que veremos: a textura de alumínio indica a chegada de novos Macs (possivelmente uma renovação completa de MacBooks, MacBooks Pro e/ou MacBooks Air), tudo indica que provavelmente iremos conhecer o novo Mac OS X 10.7 Lion.


via engadget

★ WebP: novo formato de imagens do Google quer matar o JPEG

Google aparece com novo formato para imagens e com a promessa de ser muito mais leve do que o padrão atual.


Quando a internet se popularizou no Brasil, era comum encontrar conexões sendo feitas com modems de 14K. Por isso, a navegação era complicada em sites com o conteúdo composto por muitas imagens. Hoje, mesmo com velocidades cada vez maiores ao redor do mundo, essa carga ainda é um fator que pesa em servidores e torna a rede um pouco mais lenta. O JPEG sempre foi uma forma excelente de se diminuir o tamanho de arquivos de imagem sem perder consideravelmente a qualidade de forma visível para os internautas.

Entretanto, a Google fez algumas pesquisas de como é o tráfego na internet e chegou à conclusão de que boa parte dos "travamentos" e "demoras" durante a navegação são ocasionados pelas imagens. E, assim, resolveram lançar sua solução: o WebP.


O WebP consiste nos dados VP8 (originalmente, um codec de vídeo de código aberto) e em um container baseado em RIFF (blocos para armazenamento de metadados). Assim, em resumo, a intenção do novo formato de compressão é a criação de imagens melhores, com tamanhos menores. O funcionamento é muito semelhante ao JPEG, pois você escolhe entre o tamanho do arquivo e o visual final. A diferença é que ele promete 39% mais compressão do que os outros formatos padrão para a internet, mantendo praticamente a mesma qualidade.

As vantagens e desvantagens do formato

Como dito acima, a grande vantagem do WebP é o fato de ser uma maneira de comprimir as imagens ainda mais do que antes e, mesmo assim, manter uma qualidade muito boa. O lançamento é totalmente em código aberto, para que todos os que quiserem contribuir consigam fazê-lo com facilidade.

O grande problema é que, por se tratar de um formato totalmente novo, o suporte a ele ainda não existe — nem por parte da Google. Sendo assim, será preciso criar alguma forma de compatibilidade para os navegadores, já que uma versão mais antiga de um browser (seja o Google Chrome, Firefox, Opera ou qualquer outro) não conseguirá visualizar nada que esteja em WebP.

Atualmente, a demora em realizar a conversão de um arquivo com WebP é oito vezes maior do que de um JPEG — sendo um dos maiores "problemas" dele. O tamanho máximo suportado pelo WebP da Google é de 16383 x 16383 pixels de altura e largura, o que já garante um uso relativamente "normal" para as páginas web que temos hoje. Entretanto, aprimoramentos no uso do novo formato devem aparecer nos próximos meses.

Quando começaremos a usar?

O formato já pode ser usado a qualquer momento, por qualquer um. No site oficial do WebP, no Google Code, é possível fazer o download da versão para sistemas Linux, que consiste no uso de linhas de código para comprimir e descomprimir as imagens.

Em breve, devem ser lançadas versões para o Windows também. Por se tratar de uma novidade, é difícil dizer quando e se o WebP se tornará algo comum na internet. As próximas versões do Google Chrome devem trazer compatibilidade para a novidade, mas resta aguardar para saber qual vai ser a posição dos outros aplicativos.

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