Arquivo de 01/07/11 - 01/08/11

★ Astrônomos encontram asteroide grande próximo à Terra


Corpo celeste tem cerca de 1.000 metros de diâmetro e, mesmo compartilhando, não desestabiliza a órbita do planeta.


Pontos de Lagrange. Asteroide foi encontrado no setor L4. (Fonte da imagem: Discovery Magazine

Pesquisadores da NASA acabam de descobrir um asteroide, com cerca de mil metros de diâmetro, orbitando juntamente com a Terra, mas localizado em um dos cinco pontos em que não é capaz de desestabilizar nenhum dos corpos. Localizado a 80 milhões de quilômetros da Terra, o asteroide não apresenta, em princípio, nenhum perigo para o planeta. Contudo, chama a atenção pela trajetória curiosa. Devido à forma como a órbita da Terra interage com a do Sol, existem alguns pontos em que um material menor pode circular sem influir na órbita do planeta.

Chamados pontos de Lagrange, apenas dois deles são estáveis e podem ser encontrados na órbita de qualquer planeta. O asteroide descoberto foi localizado no ponto L4. Pelo jeito, não é desta vez que precisaremos ir ao espaço com perfuradores e uma bomba nuclear para destruí-lo e salvar nossas vidas, como é mostrado no filme “Armageddon”.

★ NASA revela maior reservatório de água já visto no universo


Há uma distancia de 12 bilhões de anos-luz daqui, o jato de vapor sendo produzido por um buraco negro teria o equivalente a 140 trilhões de vezes os oceanos terrestres.


Ilustração artística do Quasar APM0827+5855 (Fonte da imagem: Nasa)

Uma descoberta feita por duas equipes de astrônomos revelou o que seria o maior e mais distante reservatório de água já detectado pela humanidade. A nuvem em forma de gelo está servindo de combustível para um buraco-negro em expansão, dando origem a um Quasar. Quasar é um enorme buraco negro sendo constantemente alimentado por um imenso disco de poeira e gás, gerando energia no processo. No caso do APM0827+5255, a transformação dessa nuvem resulta em um jato de vapor que se estende por centenas de anos-luz de distancia, em quantidade suficiente pare encher todos os oceanos da Terra 140 trilhões de vezes. A descoberta foi feita em conjunto pelo Observatório Submilimeter no Havaí e pelo Plateu de Bure nos Alpes franceses. Há tempos que astrônomos defendem a teoria de que a água esteve presente desde a formação do universo, mas essa seria a primeira vez que a existência de H2O é comprovada em lugares tão distantes e tão antigos, já que observação feita agora remete ao que aconteceu a 12 bilhões de anos atrás.

★ Bloquear tela no Mac



Olá pessoal, a dica de hoje é bem simples porém de extrema utilidade à quem necessita desta função como eu. Talvez uma das coisas que você possa sentir falta no Mac após ter migrado do Windows é a função de bloquear sua tela, lembra? Quando pressionava a tecla Win + L? então... Infelizmente não há esta opção nativa no OS X, mas felizmente existe o MacLoc. É um aplicativo super simples, não chega à ter 1MB, sua única função é bloquear a tela. Funciona tudo basicamente como no Windows, sem segredos. Clicou ele bloqueia a tela, em seguida você digita sua senha e pronto, tudo volta como antes, downloados, aplicativos, janelas, enfim.. tudo como deixou antes de bloquear a tela.

Vejam aqui um video que fiz exemplificando o aplicativo:


O aplicativo é freeware, então não se preocupem com seriais e ativações.
Para baixá-lo basta clicarem AQUI

★ Alterar background Mission control e Dashboard - Mac OS X Lion

Olá pessoal, as dicas de hoje para domar o Leão são bem simples. Vamos personalizar nosso Lion para deixá-lo com a nossa cara. Não será preciso nenhum programa para fazer tais modificações, estas não são danosas ao sistema operacional e tão totalmente reversíveis.  Colocarei aqui as dicas para cada personalização e um video explicando como proceder com tais.

Mission Control



Escolha um background de seu gosto, redimensione ele para o tamanho de sua tela e salve-o no formato PNG. Para descobrir qual a resolução da sua tela vá até Preferências do Sistema > Monitores e veja qual é a sua. a minha é 1280x768. Com seu background no tamanho de sua tela e no formato PNG siga os passos:

Passos: Vá até o Menu Bar e clique em Ir, em seguida em Computador, e depois abra o Macintosh HD > Sistema > Biblioteca > CoreServices e procure pelo Dock.app, com o botão direito sobre ele clique em Mostrar o conteúdo do Pacote em seguida abra a pasta Contents > Resources e procure pelo arquivo chamado defaultdesktop.png, achado-o renomeio para que seja voltado como antes caso não goste da modificação.

Dica: Renomei-o da seguinte forma: defaultdesktop_backup.png

Agora, pegue o Background que você anteriormente já havia redimensionado e salvo em PNG e renomeio para defaultdesktop.png e mova-o para a pasta Resources. Será perguntado se você deseja substituir o arquivo, diga que sim e faça sua autenticação com sua senha. Após isto será preciso reiniciar a Dock, para não ter a necessidade de reiniciar o sistema, abra o terminal e digite da seguinte forma: Killall Dock (Obedecendo as letras maiúsculas e minúsculas) a Dock será reiniciada e em seguida seu Background estará funcionando!

Dica: Caso não goste e queira voltar ao original basta excluir o arquivo defaultdesktop.png e renomear o orginal que estará com o nome defaultdesktop_backup.png para defaultdesktop.png. muito simples!

Para acompanhar melhor veja aqui um video que fiz demonstrando o processo:


Dashboard



O processo todo é o mesmo do Mission Control, você precisa de um Background de seu gosto redimensionado ao tamanho de sua tela e salvo no formato PNG. O local também é o mesmo, porém ao invés de procurar pelo arquivo defaultdesktop.png você irá procurar pelo arquivo pirelli.png. Faça todo o mesmo processo citado acima do Mission Control com este pirelli.png.

Dica: Para voltar ao original faça também como no método explicado do Mission Control.

Para também poder acompanhar melhor segue aqui um video exemplo que fiz deste processo:

★ Maçã de ouro: Apple tem mais grana que os Estados Unidos


Empresa registrou mais dinheiro em casa que o próprio Tio Sam.


A Apple tem a liderança de vendas no mercado de tablets smartphones e lançou o sistema operacional Mac OS X Lion. Já os Estados Unidos ainda passam por um período de recuperação da crise econômica e enfrentam atualmente uma grande dívida. Ainda assim, a informação de que a Apple possui mais dinheiro em caixa do que uma nação inteira é surpreendente. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos declarou estar operando com cerca de US$ 73,8 bilhões em caixa, um valor considerado bastante baixo. Já a empresa de Steve Jobs ultrapassou o país com US$ 75,8 em caixa, de acordo com o Financial Post, que teve como base uma declaração de ganhos da companhia, que pode ser acessado aqui. A comparação não reflete com exatidão a riqueza de ambos os lados, já que leva em conta apenas o dinheiro em caixa, mas serve como parâmetro para mostrar o crescimento da Maçã e as dificuldades da nação norte-americana.

★ Você sabia que o seu computador é melhor que o da NASA?


Com clock de apenas 1,4 MHz e 1 MB de memória interna, o computador utilizado nos ônibus espaciais é mais lento até do que o seu celular.



Quem assiste a toda a imponência dos ônibus espaciais em uma base de lançamento talvez não acredite que aquele “monstro” tem um cérebro tão pequeno. Mas é verdade: o computador usado para monitorar os sensores da aeronave tem desempenho muito inferior a qualquer PC moderno. O Computador de Propósito Geral (GPC) é uma máquina presente possui apenas 1 MB de memória interna e opera a uma velocidade de 1,4 milhões de instruções por segundo, ou seja, possui clock de 1,4 MHz. Por incrível que pareça, antes de 1991, quando o GPC passou por seu último upgrade, essas configurações eram ainda menores. E por mais que pareçam poucas, essas especificações são mais do que o suficiente para que ele seja não apenas o cérebro dos ônibus espaciais, mas também o coração deles. Esses computadores são responsáveis pela leitura dos dados de inúmeros sensores e, com base nisso, determinam, por exemplo, como os motores devem operar durante o lançamento, qual é a elevação correta das asas para a terrisagem e quais propulsores devem ser acionados no espaço ao se encontrar com a Estação Espacial Internacional. Além disso, os comandos executados pelos astronautas nunca são realizados diretamente, de maneira mecânica. Eles são enviados para o computador de bordo que, por sua vez, transmite os sinais necessários para que determinado mecanismo se movimente. Como se pode imaginar, esses cálculos e operações não podem falhar. Uma fração de segundo sem o GPC poderia ser catastrófica, capaz de comprometer não apenas a missão, mas também a vida de seus tripulantes. E é nesse ponto que ele difere do computador que você está usando neste momento.
Estabilidade e resistência


Um ônibus espacial vibra muito mais do que os caminhões dirigidos diariamente nas estradas do país. O impacto dessas vibrações é tão grande que um desktop comum não seria capaz de operar nessas condições. Como se não bastasse, ao entrar em órbita, o computador também sofre efeitos da radiação filtrada pela atmosfera do nosso planeta. Por isso, o GPC deve estar preparado para funcionar sem interrupção e dentro dessas condições. E os engenheiros da NASA sabem o que fazem. Nos últimos 12 anos, apenas três erros do GPC apareceram durante uma missão. Também faz 24 anos desde a última correção em órbita pela qual o computador precisou passar. Recentemente, os astronautas da missão STS-135, a última do ônibus espacial Atlantis, tiveram problemas com os computadores da nave. Mas isso não comprometeu as tarefas que deveriam desempenhar. Esses computadores trabalham com um sistema de fallback, ou seja, há uma máquina pronta para entrar em ação, caso uma venha a falhar. No total, cinco GPCs controlam a nave. Quatro deles estão interconectados e trabalham em conjunto. A quinta máquina é a segurança final para os astronautas.
Não se mexe em time que está vencendo



Quem reclama dos ciclos de atualização de alguns sistemas, como o Debian Linux, talvez não leve em conta o fator estabilidade e segurança: quanto menos atualizações, a mais testes e controle de qualidade são submetidos os softwares que estão sendo executados há anos. A mesma mentalidade é empregada no desenvolvimento do programa utilizado pelo GPC. Antes de ser adotada na prática, uma modificação no sistema do GPC passa por uma bateria de nove meses de testes em simuladores. Depois, mais testes são realizados, durante seis meses, nos laboratórios da agência espacial. Só depois desse período, caso a mudança se mostre estável o suficiente, ela é adotada para uso no computador da nave. O upgrade do hardware também custa a acontecer. As doze primeiras missões foram realizadas com GPCs ainda mais modestos, que funcionam a um terço da velocidade do GPC atual e com apenas 416 KB de memória interna. Além disso, pesavam o dobro do que essa nova geração. Depois da atualização de 1991, o computador passou a ocupar apenas uma caixa, em vez de duas.
Portáteis em órbita



Em 1993, um laptop foi para o espaço, pela primeira vez, junto com a tripulação do ônibus espacial Endeavour, em uma missão para consertar o telescópio Hubble. Engenheiros trabalharam muito, durante anos, para poderem enviar esses laptops a bordo da STS-61. Atualmente, os modelos usados pelos astronautas em órbita são os IBM ThinkPad A31p e 760XD. E, apesar de terem sido adaptados para a missão, eles ainda precisam passar por duas ou três trocas de memória quando estão no espaço, devido aos efeitos da radiação. Durante a missão para o reparo do Hubble, o número de trocas subiu para 30, já que o telescópio está a 240 quilômetros acima da Estação Espacial Internacional, ou seja, possui ainda menos proteção às partículas radioativas. Obviamente, esses portáteis a bordo não são usados em situações críticas, como as que são tratadas pelo GPC. Os laptops servem para executar, por exemplo, simuladores de terrisagem, demonstrar informações geográficas da Terra, enviar e receber emails e, também, fornecer um editor de textos para os astronautas. Essas máquinas também podem apresentar defeitos ao passarem pela Anomalia do Atlântico Sul, uma região do nosso planeta onde a intensidade da radiação é mais alta do que em qualquer outra. Enquanto isso, os computadores que usamos, fabricados e operados dentro da Terra, não se cansam de nos irritar com telas azuis e mensagens de kernel panic. Pelo menos temos a felicidade de ganhar em desempenho e liberdade de uso, certo?

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