Publicado por : Beton quarta-feira, 27 de julho de 2011

Depois das impressoras matriciais e jato de tinta, chegou o momento de a tecnologia laser dominar o mundo dos documentos impressos. Saiba como funcionam estas impressoras.

Assim como tudo no ramo da tecnologia evolui com muita rapidez, as impressoras não são diferentes. As mais antigas funcionavam, basicamente, com a utilização de tintas, de modo que o aparelho possuía cartuchos preto e colorido e equilibrava as cores conforme o necessário. Entretanto, com o decorrer do tempo surgiram novas impressoras e, obviamente, quem ficou muito confuso foi o consumidor. A aparição das primeiras impressoras a laser foi há algum tempo. Com preços exorbitantes e promessas de uma rapidez fantástica, as impressoras que utilizavam laser deveriam ser os novos produtos para impressão. O tempo passou e as impressoras a laser não dominaram o mercado, aliás, elas tiveram de dividi-lo com as de jato de tinta. Hoje vamos mostrar um pouco sobre o funcionamento das impressoras a laser e o como elas conseguem ser tão rápidas.




Um longo processo dependente da energia eletrostática
O processo de impressão começa antes mesmo de o papel ser puxado para dentro da impressora. Antes de fazer qualquer coisa, a impressora carrega a imagem em sua memória e processa as partes que necessitam de cor e as que serão deixadas em branco. Internamente, a impressora carrega (através de um dispositivo chamado de “fio de corona”) um cilindro fotorreceptor com carga (energia eletrostática) positiva. Detalhe: algumas impressoras trabalham com carga negativa no cilindro. Logo em seguida o laser da impressora começa a atuar — isso sem sequer ter puxado o papel. O laser irá descarregar certas partes do cilindro, para que a figura, ou texto, que será impresso fique desenhado no cilindro. Até o momento não temos nada de tinta, apenas uma imagem eletrostática.

Agora o toner começa a atuar, jogando uma pequena película de pó sobre o cilindro. Este pó está positivamente carregado, por isso ele será aderido nas partes em que o laser retirou energia eletrostática, mas não irá grudar nas partes carregadas positivamente (a velha lei da elétrica que diz que cargas opostas se atraem). Aqui já temos uma imagem com tinta, porém esta tinta ainda não está no papel, o qual ainda nem saiu da bandeja. Neste momento a impressora puxa o papel, que irá passar por baixo do cilindro. Contudo, antes disso, o papel passa por um dispositivo que o carrega negativamente (este procedimento é necessário para que a tinta seja atraída para o papel). Aí o cilindro começa a rolar sobre o papel e passar o pó (tinta do toner) para o papel. Vale frisar que a esteira (onde o papel está passando) e o cilindro possuem a mesma velocidade, fator que permite que a imagem seja impressa com perfeição.

Enquanto o papel está recebendo tinta, o cilindro está sendo descarregado (a energia é retirada em fração de segundo), para que ele não atraia o papel posteriormente. Agora o papel continua rolando pela esteira até chegar ao fusor. O fusor é a última etapa da impressão, momento em que o "pozinho" do toner será fixado no papel. A função do dispositivo, que funciona com alta temperatura, é passar sobre o papel fazendo com que a tinta que antes estava bem clara seja “queimada”, de modo que haja uma “fusão” (daí o nome fusor) entre as partículas de tinta e do papel. Obviamente, o fusor também aquece o papel, que porém não queima, pois a velocidade com que tudo acontece é muito rápida — aqui está o motivo pelo qual o papel sai bem quente da impressora.

Finalmente, o usuário recebe o documento na bandeja de saída. Enquanto isso, uma lâmpada de descarga está passando sobre o cilindro, o qual será totalmente descarregado. Após isso o dispositivo que carrega o cilindro joga carga positiva sobre ele, para que uma nova imagem possa ser processada e impressa.
Velocidade e alta precisão
Como é possível ver, o processo de funcionamento de uma impressora a laser é bem complexo. Na realidade, tudo o que explicamos aqui foi apenas um pouco do que acontece. A impressora faz muito mais do que isso, pois ao receber o documento (ou imagem), o dispositivo calcula todos os pontos a serem impressos e os distribui para as partes internas que necessitam saber quais tarefas executar. Todo este trabalho exigiu que as impressoras ganhassem processadores velozes. As impressoras atuais contam com CPUs com velocidade superior a 200 e 300 MHz. Além disso, os modelos a laser necessitam de memória RAM, pois o processamento de imagem requisita que os documentos sejam armazenados temporariamente enquanto o processador realiza o trabalho pesado. Atualmente, temos impressoras que imprimem um documento em meros três segundos — ou até menos. Fora a incrível velocidade, as que utilizam laser possibilitam uma precisão muito alta — com resoluções que ultrapassam facilmente os 1200pp (pontos por polegada).
Nova comunicação entre PC e impressora
Obviamente as impressoras a laser não funcionam sozinhas, de modo que necessitam do auxílio dos computadores para imprimirem os documentos. Com a criação delas, as fabricantes desenvolveram novos padrões para comunicação entre PC e impressora, isto porque, uma infinidade de fontes surgiu e a impressão de imagens com alta resolução não seria tão simples sem um novo método de comunicação.

Pensando na popularização das impressoras a laser, a HP inventou a PCL, para que a impressão fosse ainda mais rápida e com maior qualidade. Da mesma maneira, a Adobe investiu num método chamado Postscript. Estas duas invenções traduzem as imagens e fontes mais complexas para as impressoras. No computador visualizamos tudo em pixels, mas para a impressora este processamento fica muito demorado, por isso estes softwares transformam as imagens em vetores, para que as impressoras consigam interpretar e imprimir os documentos com maior velocidade e qualidade.
Diferenças entre marcas
Neste artigo mostramos um pouco do funcionamento básico de uma impressora a laser, porém elas possuem bem mais etapas para realizar a impressão de imagens. Evidentemente, este modelo básico não faz referência a nenhuma marca, contudo cada fabricante possui suas diferenças, seja no modo de carga ou nos dispositivos internos.




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